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Boletim Phi: Meio ambiente em modo de emergência

Quando ocorrem eventos climáticos extremos, como enchentes, furacões ou incêndios, todos são destroçados pela desorganização dos sistemas ecológicos. Mas as maiores perdas e consequências dramáticas sempre recaem sobre as populações mais vulneráveis.

Para empresas, governos e pessoas que ainda acham que as mudanças climáticas são algo para se pensar lá no futuro, a tragédia no Rio Grande do Sul mostra que o amanhã já chegou!

Acesse aqui o Boletim Phi, entenda as urgências ambientais e saiba como o Instituto Phi está agindo.

Mulheres do Terceiro Setor

O que é possível quando todos podem participar plenamente da sociedade e têm a oportunidade de moldar suas vidas? Até onde podemos ir quando mudamos nossas velhas formas de operar para incluir a promoção da equidade e da justiça em cada decisão que tomamos?

Esse é o ponto de partida do capítulo biográfico da fundadora e diretora do Instituto Phi, Luiza Serpa, no livro “Mulheres do Terceiro Setor”, da Editora Leader. A publicação aborda as histórias, cases, aprendizados e vivências de 18 empreendedoras sociais ao longo de sua carreira.  

São muitas vozes potentes de mulheres catalisadoras de processos importantes no Terceiro Setor. Uma reflexão sobre nosso tempo atravessa todos os textos deste livro, em abordagens diversificadas sobre a busca de um mundo melhor para todos.

O livro pode ser comprado no site da Editora Leader.

Amor sem limites: a adoção de uma bebê com Síndrome de Down

Lia chegou à Obra do Berço em agosto de 2023, encaminhada por uma maternidade pública, após sua genitora manifestar o desejo de entregá-la para adoção, mas sem formalizar o processo, deixando a criança em situação de abandono. Com Síndrome de Down e sob investigação de cardiopatia, Lia recebeu cuidados da equipe, que ofereceu afeto, segurança e estímulos para seu pleno desenvolvimento.

No município do Rio de Janeiro, a Obra do Berço acolhe e educa crianças com idade entre 0 meses e 4 anos, garantindo direitos constitucionais. Crianças que se encontram sob medida protetiva recebem acolhimento 24h, enquanto as demais recebem educação formal e atividades complementares esportivas, sociais e culturais na creche, além de acompanhamento médico, fisioterapêutico, fonoaudiológico, psicológico e nutricional. Desde 2018, o Instituto Phi apoia projetos da organização.

Durante sua estadia na instituição, Lia foi diagnosticada com pneumonia e precisou de internação na UTI pediátrica. A equipe cuidou dela com dedicação, até que ela recebeu alta após um mês de tratamento. Paralelamente, a equipe técnica da Vara da Infância iniciou a busca por familiares, sem sucesso, decidindo então pela colocação de Lia em uma família substituta, garantindo-lhe uma nova identidade e convivência familiar.

Em novembro, um casal pretendente à adoção conheceu Lia, esclarecendo dúvidas sobre sua saúde e alinhando expectativas. O encontro foi marcado por emoção, com os novos pais participando ativamente da rotina de Lia, conhecendo seus gostos e dificuldades. A felicidade e o amor foram evidentes na construção dessa nova família.

No fim do ano passado, Lia foi para sua nova casa cercada de afeto, e a Obra do Berço se orgulha de ter sido parte da jornada de construção e fortalecimento dos laços familiares de mais uma criança.

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Ressignificando o amor: ‘Decidimos priorizar a doação’, diz casal de doadores

Quando decidiram construir uma vida juntos, há 13 anos, a ceramista Paula Assunção e o gestor financeiro e professor da PUC-Rio Cristiano Barros Barreto descobriram um desejo em comum: fazer filantropia. Em 2014, procuraram o recém-fundado Instituto Phi para fazer um planejamento de filantropia eficiente. Assim, as doações do casal para o Instituto Mundo Novo, organização na Baixada Fluminense que atua na área de educação, completarão 10 anos este ano.

Paula ressalta que muitas pessoas têm a consciência da importância da participação cidadã para a transformação social, mas acabam esperando o “momento certo” e postergando a decisão de se tornar um doador:

“São muitas prioridades que temos na vida, como filhos, trabalho, projetos e viagens, depois vêm as dúvidas sobre para que instituição doar, se realmente haverá impacto social, e tudo isso acaba sendo uma desculpa para adiar. Nessa conversa que eu e Cris tivemos lá no início, decidimos priorizar a doação e realmente abrir mão de algumas coisas pessoais para poder fazer diferença na vida de outras pessoas. Hoje vemos que só ganhamos”.

Paula e Cristiano quiseram desde o início conhecer o Instituto Mundo Novo. A organização, no bairro da Chatuba, do município de Mesquita, tem dois programas-chaves para garantia de direitos: um oferece educação de qualidade em um ambiente lúdico e seguro para crianças de 2 a 6 anos, e outro promove complementação escolar para crianças e adolescentes de 4 a 18 anos.

“A Luiza (Serpa, fundadora do Phi) destacou que nem sempre os doadores querem se envolver presencialmente, mas uma coisa para nós era certa: queríamos participar, não só dar dinheiro. E foi muito surpreendente. O projeto era muito bem estruturado; com dificuldades, mas com muito cuidado com as crianças”, conta Paula.

Paula logo ficou próxima da fundadora do Instituto Mundo Novo, Bianca Simãozinho, e o casal de doadores decidiu custear uma bolsa de estudos de forma anônima para a empreendedora social numa pós-graduação em Gerenciamento de Projetos no Terceiro Setor na Fundação Getúlio Vargas – hoje, Bianca sabe. Paula e Bianca fizeram o curso juntas e a ceramista, que já atuava como voluntária em outro projeto social, começou a fazer trabalhos voluntários também para o Mundo Novo.

“A organização tinha uma logo antiga e eu e Bianca criamos juntas a concepção de uma nova. Criei o Instagram, organizei o programa de apadrinhamento. Depois da pandemia, eu e o Cris decidimos ampliar nossa ajuda social para outras áreas além da educação e chegamos à saúde, com atendimento de fonoaudiologia e psicologia; à moradia, com a reforma inicialmente de quatro casas, e à geração de renda e cidadania, com a continuação do Ateliê Escola, que oferece cursos de empreendedorismo e costura para mulheres. Faz um ano que criamos o Fundo Chatuba e estamos num momento de trazer mais doadores”, conta Paula.

Bianca, do Mundo Novo, diz que, “para quem acredita em fadas e anjos, sim, eles existem”:

“A Paulinha é uma amiga muito especial, uma irmã, um presente para mim. O Instituto Mundo Novo há 10 anos conta com sua doação através do apoio, escuta, atenção e parceria do Instituto Phi, que nos ensinou e nos ensina todos os dias a enxergar nosso potencial, a ir além, a ser organizado e centrado no que realmente importa. Através do Instituto Phi, realizamos sonhos todos os dias, educamos centenas de crianças e famílias, combatemos a pobreza, alimentamos muitas vidas. Ter um olhar diferenciado da equipe Phi foi fundamental para nosso crescimento”.

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De menino ‘difícil’ a atleta paralímpico do tênis de mesa

Em 2018, quando começou a frequentar o contraturno escolar na Associação Semente da Vida – a ASVI, organização apoiada há muitos anos pelo Instituto Phi na Cidade de Deus – Pedro Lucas apresentava muitos desafios. O menino, que tem uma deficiência num braço causada por uma lesão no plexo braquial na hora do nascimento, costumava ser hiperativo e impaciente.

Pedro Lucas havia sido encaminhado à ASVI pela equipe de reabilitação da Rede Sarah, que também o incentivou a participar de treinos de tênis de mesa num clube. Na ASVI, ele participou das fases I e II projeto Restituição Educacional Interativa (REI), que focam na ampliação do repertório de crianças e adolescentes, com reforço escolar, esporte, inclusão digital, cidadania e habilidades socioemocionais.

“Antes de entrar na ASVI, o Pedro havia sofrido bullying por causa de sua deficiência, então era um menino introspectivo, agitado e com baixa autoestima. Ele fazia tratamento para a questão motora, mas tinha muita vergonha. Ao participar do projeto REI, ele foi aprendendo a lidar com as suas questões e se entrosando com outras crianças, o que lhe proporcionou uma sensação de pertencimento”, conta a mãe, Alessandra.

Sua aptidão esportiva, aliada ao ganho de autoestima, o levou a conseguir, na escola onde estuda, uma vaga nas Paralimpíadas Escolares de 2021, e depois novamente em 2022 e 2023. No primeiro e no segundo ano, Pedro conquistou a prata e, no ano passado, conquistou o ouro categoria individual e prata na categoria de duplas.

Essas vitórias não apenas representaram um reconhecimento do talento esportivo dePedro Lucas, mas também simbolizaram a sua capacidade de superar desafios. Hoje, com 15 anos e uma trajetória marcada por uma transformação notável, ele éjovem aprendiz da área administrativa da ASVI, um rapaz muito sorridente e que já sonha com uma vaga nas Paralimpíadas de Los Angeles, em 2028.

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