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Mais que a reforma de uma casa, a entrega de um lar

Todo projeto de vida começa com uma casa para morar. O de Rebeka e Thiago, de 24 e 25 anos, moradores da Favela da Pedreira, em São Paulo, não era diferente. O imóvel, eles até tinham. Mas, depois de iniciar uma reforma, ambos ficaram desempregados em 2022. E a casa ficou “no osso”, sem piso, nem pintura. O empurrãozinho que faltava para eles iniciarem a vida a dois veio do Projeto Mutirão da AFAGO, ONG que há 30 anos atua no desenvolvimento comunitário local e onde a mãe de Rebeka, a Dona Nilda, trabalhou por 25 anos, como cozinheira.

O programa da AFAGO, que tem o apoio do Instituto Phi, constrói e reforma imóveis – muitos saem de uma condição de falta de saneamento e insalubridade, tornando-se um lugar digno, seguro e confortável para se morar. A casa onde o casal está iniciando a vida a dois foi uma herança de Dona Nilda, que faleceu há três anos. Rebeka e Thiago, que estão no último ano das faculdades de odontologia e arquitetura, respectivamente, contam que, sem emprego e, portanto, sem casa, o projeto de vida deles estava desmoronando.

Dona Nilda era, oficialmente, a avó paterna de Rebeka. Ela criou a menina, que foi deixada pela sua genitora quando tinha um ano. Quando Dona Nilda faleceu, há três anos, a jovem passou por uma depressão.

“Eu sentia que não tinha mais nada. Depois de quatro meses, conheci o Thiago e ele me ajudou a me reerguer. Fui morar com ele na casa da família dele, mas precisávamos de um lugar nosso. E tinha essa casa, que minha mãe deixou de herança para o meu pai e ele me cedeu. Começamos a obra, fizemos a separação dos ambientes do jeito que queríamos, reformamos o banheiro. Mas, quando perdemos o emprego, ao mesmo tempo, no ano passado, não tínhamos mais como continuar a reforma. Com a casa sem piso, paredes ainda nos tijolos, não dava para nos mudarmos. Foi quando chegou a minha vez na fila do Mutirão da AFAGO”, conta Rebeka.

Atualmente, ela concilia a faculdade com um estágio e Thiago conseguiu um novo emprego, numa empresa de crédito imobiliário. Com o olhar de estudante de arquitetura do rapaz, a casa tem a identidade de um estúdio, com revestimentos modernos – como a pintura com efeito de cimento queimado e o piso de laminado de madeira – e janelas estratégicas para uma casa bem iluminada. Do jeitinho que eles sonhavam.

“Optamos por derrubar paredes, integrando os ambientes de sala e quarto e com apenas uma bancada para separar a cozinha. Com o recurso doado pelo Phi para o programa da AFAGO, colocamos piso, pintamos, fizemos a forração da cozinha com azulejos. Há quatro meses, nos mudamos e estamos arrumando aos poucos. A sensação é de que agora podemos começar a nossa família”.

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