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Projetos Apoiados inclusão social

Boletim Phi: Por mais Isaquias, Rebecas, Wandersons…

O que Isaquias Queiroz, Rebeca Andrade, Wanderson de Oliveira e muitos outros atletas olímpicos têm em comum? De origem humilde, se não fosse o apoio de projetos sociais, nunca poderiam mostrar seus talentos para o mundo. Neste Boletim Phi, apresentamos projetos que, na falta de políticas públicas de promoção da atividade esportiva, vêm dando oportunidade, encontrando e lapidando novos talentos ou, simplesmente oferecendo uma prática promotora de saúde e inclusão social, um direito garantido pela Constituição. A newsletter traz também um balanço das principais campanhas emergenciais de combate à fome, apoio à saúde e à educação geridas pelo Phi no enfrentamento da pandemia, dentre outras matérias que reforçam a importância e abrangência do Terceiro Setor no Brasil. Acesse aqui o Boletim Phi e boa leitura!

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Um recomeço, aos 40 anos

Aos 40 anos, a professora Isabel Zimmermann recebeu o diagnóstico de autismo. Ela havia passado toda a sua vida achando que não se encaixava no mundo. Sentia que ninguém a compreendia e isso provocava crises de ansiedade e depressão. Mesmo com as dificuldades, realizou seu sonho de se formar em pedagogia. A partir do diagnóstico recente, Isabel procurou a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Cachoeirinha – Pais e Amor, organização social em Cachoeirinha (RS) apoiada pelo Instituto Phi através do edital do Movimento Bem Maior. Tudo passou a fazer mais sentido para ela, que hoje é palestrante voluntária na organização e se sente mais confiante e feliz.

Isabel é casada, tem duas filhas e dá aulas na educação infantil. O caminho para chegar ao diagnóstico começou a ser trilhado há dois anos, quando a professora recebeu um aluno com autismo. Sem entender o que era e como poderia ajudar a criança no seu desenvolvimento, começou a fazer pesquisas e acabou por se identificar com algumas características: dificuldades na interação social, disfunções sensoriais (auditivas, olfativas e táteis), seletividade alimentar, rigidez de pensamento, dentre outros.

“Mostrei a pesquisa para meu marido e minha filha mais velha e eles também acharam que eu tinha aquelas características. Assim, fui em busca de profissionais especializados para ser avaliada e meu diagnóstico foi de autismo de grau leve. A partir daí, comecei a me entender mais e a não me cobrar tanto por coisas que não consigo fazer como outras pessoas. Minha família também me ajuda muito. Agora, quando a casa está muito barulhenta, minha filha mais velha já traz para mim os protetores auditivos”, conta Isabel.

Isabel, com a filha caçula, em evento pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo

O autismo se caracteriza por diferentes graus de distúrbio de desenvolvimento, que se manifesta sobretudo na comunicação e na interação social. As causas ainda não são plenamente esclarecidas pela ciência e a intensidade dos sintomas varia bastante – o que muitas vezes faz casos mais distantes do estereótipo da síndrome demorarem a ser identificados. A partir do diagnóstico, Isabel procurou a Associação Pais e Amor e se dispôs a ajudar as outras famílias e a palestrar, contando suas experiências e modo de ver as coisas.

“Essas trocas são fundamentais, pois os outros pais da associação podem entender mais seus filhos através dos depoimentos da Isabel. Ela também participa do nosso projeto de formação de professores para alfabetização de crianças autistas”, conta a vice-presidente da Pais e Amor, Adriana Gouvêa.

Isabel conta que falar em público é sempre um desafio enorme para ela, mas a vontade de ajudar outras famílias acaba vencendo o medo. A principal mensagem de suas palestras, ela deixa claro: o diagnóstico não é um fim, apenas um recomeço para um novo caminho.

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